Por um mundo erudito mais educado!

Oi gente, como vão as coisas?

O post de hoje foi inspirado em uma publicação de uma amiga dos tempos de Ensino Médio. Aqui vai:

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Ao visualizar isso, percebi que não é apenas a mim que essa situação incomoda. Uma fração considerável da nossa sociedade acredita que conhecimento é poder….que pode ser usado para subjugar o outro.

Na minha caminhada acadêmica e, a propósito,  lá se vão dez anos dela, assisti pessoas que se achavam melhores que outras por ter um diploma de nível superior, uma pós graduação Lato u Scritu (leia-se Mestrado e Doutorado) sensu. Pessoas que se orgulhavam em não serem capazes de cozinhar absolutamente nada, nem desempenhar qualquer tarefa doméstica dentro de um lar. Soberbamente infladas por desconhecer as peripécias de um usuário de transporte público. Altivas ao se declararem incapazes de conseguir estabelecer uma comunicação com o porteiro, a servente, o lixeiro, a cozinheira. Além de ter presenciado algumas batalhas de Titãs engessados, que duelam no campi da Minervinha por mais e mais poder… sem a menor preocupação de fazer o seu trabalho da melhor maneira.

Mas, graças a Deus, essa prática, ainda que abundante, não predomina no reino daqueles que acreditam no valor transformador do saber.  Em minha caminhada tive o prazer de ter aula com professores fantásticos, que partilhavam o que sabiam e estavam atentos e disponíveis aos nossos questionamentos. Que nos incentivavam a querer sempre mais. Tenho amigos nesse meio que não agem com egoísmo. Dividem tudo que sabem, pois acreditam no seu potencial e na competência de cada um para trilhar um caminho de sucesso sem precisar pisar nos demais.

Gosto bastante de trabalhar esse tema em sala de aula…até por que a segregação não tem cor, credo ou classe social… ela acontece e muito. Custa, para alguns, que cada profissão tem seu valor e merece seu respeito. Então não me canso de reforçar isso em todas as  turmas.

Segue abaixo um texto que trabalho com meus alunos de todas as séries. Ao fim da versão em Português tem uma versão em espanhol. Pode parecer um texto pueril, mas dá um par de discussões em sala com alunos de todas as idades 😉 Divirtam-se!

Ps: desconheço a autoria do texto. Se alguém souber agradeço por deixar aqui a informação…

O barqueiro inculto 

Tratava-se de um jovem erudito, arrogante e convencido. Para atravessar um caudaloso rio, apanhou uma barca. Silencioso e submisso, o barqueiro começou a remar com diligência. De súbito, um bando de pássaros sulcou o firmamento e o jovem perguntou ao barqueiro:

– Bom homem, estudaste a vida das aves?

– Não, senhor – respondeu o barqueiro.

– Então, amigo, perdeste a quarta parte da sua vida.
Passados uns minutos, a barca deslizou junto de umas exóticas plantas que flutuavam nas águas do rio. O jovem perguntou ao barqueiro:
– Diz-me, barqueiro, estudaste botânica?
– Não, senhor, não sei nada de plantas.
– Então devo dizer que perdeste metade da tua vida – comentou o petulante jovem.
O barqueiro continuava a remar, pacientemente. O sol do meio-dia refletia-se nas águas do rio. Então, o jovem perguntou:
– Sem dúvida, barqueiro, navegas nestas águas há anos. Sabes alguma coisa sobre a natureza das águas?
– Não senhor, nada sei a esse respeito. Não sei nada sobre estas águas nem sobre quaisquer outras.
– Oh, amigo! – exclamou o jovem, – Francamente, perdeste três quartas partes da tua vida.
Subitamente a barca começou a meter água. Não havia maneira de tirá-la e começou a afundar-se. O barqueiro perguntou ao jovem:
– Senhor, sabe nadar ?
– Não – respondeu o jovem.
– Então temo, senhor, que perdeu toda a sua vida.

 

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Um brinde à infância

Ontem comemoramos no Brasil o Dia das Crianças. Essa comemoração acontece aqui desde 1924 por iniciativa do  deputado federal Galdino do Vale Filho e em outros países essa celebração acontece em outras datas . A ONU reconhece, desde 1959, como  dia mundial da criança a  data em que foi aprovada a Declaração dos Direitos da Criança: 20 de novembro.

Então resolvi compartilhar com vocês uma atividade para aulas de Espanhol com uma publicidade muito fofa da Personal. O protagonista encontra sua mãe conversando amorosamente com uma planta e isso o deixa tão enciumado que o rapazinho decide sair de casa. rsrsrs. Nos exercícios busquei trabalhar a percepção dos alunos na depreensão dos diálogos e dos elementos não textuais contidos na publicidade.

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Aproveitem! A atividade está disponível no Scribd no link abaixo:

Atividade para aulas de Língua espanhola utilizando publicidade da Personal

E o vídeo no Youtube

Publicidad día de la Madre – Personal 

 

Besitos!

Quando sinto que já sei

O post de hoje é curtinho, pois o documentário tem muita coisa a dizer. Ele foi uma indicação da Prof Dayala Vargens. Após assistir quero poder discutir com vocês sobre as questões levantadas ao longo do vídeo.

Quais os caminhos da escola e dos que dela fazem parte?

Estamos nos aproximando de mais uma dia do Professor…o que temos a comemorar? Qual o plano até a pr

Índio quer apito? Parte 2: o plano de aula

Lembra do meu post  índio quer apito? Pois bem…aqui vai a sequência de atividades que elaborei para trabalhar esse tema em sala de aula. O material foi elaborado pensando em turmas do  3º ano do Ensino Médio nas disciplinas de Língua Portuguesa e Produção Textual. Os materiais estão disponíveis para download no Scribd, totalmente free!

Atividades disponíveis em arquivo pdf para download gratuito

Divirtam-se! Tragam suas considerações sobre o material 😉

Besitos da Fessora Wanessa…

Ps: áudio da música sugerida no plano de atividades

 

Quanta disciplina é necesária para salvar a Educação Básica?

Hoje tem conselho de classe aqui no blog da Fessora!
Seja você de qualquer classe, partido, estado, profissão…sinta-se bem vindo!
O Jornal Bom dia Brasil de hoje exibiu uma entrevista, gravada previamente, com a candidata a reeleição Dilma Roussef.

Nós vamos nortear a discussão de hoje a partir de um trecho  do segundo bloco da entrevista exibida no dia de hoje 22/09/2014. Especificamente o que é dito a respeito dos rumos da Educação Básica a partir do 9:50m.

Entrevista com Dilma Rousseff no Bom Dia Brasil – 22/09/14 

Para ajudar aí vai um quadro com  metas e os respectivos números alcançados no IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica):

IDEB ENSINO FUNDAMENTAL

Como citado pela atual presidenta, as áreas em verde mostram que nós conseguimos alcançar as metas estipuladas para a Educação Básica no Ensino Fundamental, mas deixemos de lado as porcentagens que estampam as manchetes nos veículos de comunicação e nos atentemos aos valores reais. Temos mesmo o que comemorar quando vemos que alcançar a média não chega a valer metade do total de pontos propostos em uma avaliação?

Em seguida ela aponta a dificuldade em alcançar as metas no Ensino Médio . Então vamos dar uma olhadinha nesses números também:

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E destaca também os avanços significativos e a implementação do PRONATEC. Comenta também a necessidade de reformular o currículo do Ensino Médio, afirmando que 12 disciplinas constituem-se como uma carga muito grande para os jovens. Nesse molde o curso não se torna atraente para eles.

Pera aí…. o que faz com que os jovens se desinteressem pelos estudos é a quantidade de disciplinas ou o modo como elas estão sendo ministradas? A estrutura da Unidade Escolar, os recursos físicos e pedagógicos oferecidos para os corpos docente e discente não influenciaria em nada nesse quesito satisfação? Em uma proposta de currículo trandisciplinar qual o espaço reservado para a formação do docente para se adequar aos novos pressupostos tendo em vista que o magistério tem a pior remuneração do Brasil, dentre as carreiras com Ensino Superior.

Então acho que é muito relativo falar que 12 matérias seja pouco ou muito, que Sociologia e Filosofia podem ser repensadas no currículo, assim como o espanhol que deve estar sendo repensado pela NASA e , até agora, não me passaram um caminho pra seguir na Prefeitura do RJ. Precisamos restringir o jovem a cursar o Ensino técnico? E nos exames de aprovação para as Universidades? O conteúdo suprimido para priorizar o Ensino técnico não prejudicará o aluno na hora de fazer os exames?

Presidenta, quero uma escola que dê asas e não um labirinto de gaiolas…

 

Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas

E aí ? Como é ou foi a sua experiência escolar?

O Museu de Arte do Rio está com uma exposição bem interessante sobre os desafios enfrentados pela educação, pela arte e pelo museu. vai rolar até o dia 11 de janeiro de 2015. Mesmo que você já tenha deixado o espaço escolar vale a pena uma visita!

A frase de Rubem Alves que dá título à exposição e ao post me fez pensar bastante… Não tenho dúvidas de que os espaços escolares em que trabalho atualmente são gaiolas, mas e eu? Eu as tenho deixado devidamente abertas pra que meus alunos possam voar?

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Cinthia Almeida_Quadro de giz

Ou será que também estou presa nelas?

IMG_1748Em que momento a instituição escola deixou de lado o sentido grego (σχολή – scholē) que vislumbrava o espaço escolar como um espaço onde o lazer era empregado? Em minha experiência discente convivi com giz, mimeográfico, perguntas ctrl + c crtl+v, memorização, salas depredadas e, ainda assim eu respeitava esse espaço. Ainda que marginalizado eu me sentia aprendendo, ficava feliz em estar ali. Atualmente temos novos planos para o planejamento das atividades, inserção das Tic’s, um maior acesso às informações… Pensa comigo… com todo esse progresso era pra estar melhor…. ou não?

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Agora o acesso é ofertado amplamente! Mas em que condições? Até quando a BURROCRACIA (não, eu não digitei errado) vai fazer da Educação um aglomerado de arquivos suspensos ?

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Enquanto eu curo minhas asas feridas das grades da gaiola sigo também traçando novos planos de fuga, outros contos que me façam seguir nessa trilha sem encarar tudo como uma grande penitência…. Não deixe de dar uma passada no MAR e expor o que essa mostra causou em você. Seja aluno, educador, gestor, responsável, todos tem uma opinião e uma contribuição a dar ao espaço educacional!

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Índio quer apito?

Estou fazendo o curso de Formação continuada oferecido pela parceria entre a SEEDUC e a Fundação CECIERJ este semestre e estou gostando bastante da experiência. Todos nós educadores temos a solitária tarefa de elaborar nossos materiais, além de revisar e julgar o uso dos que as escolas nos oferecem diariamente. Lá vejo um espaço onde todos trocam bastante informação, compartilham suas experiências na aplicação dos materiais. Tudo muito interessante. Um dos eixos bimestrais propostos para esse ciclo problematiza a questão do negro e do índio na sociedade brasileira. Tenho bastante material a respeito da questão do negro na sociedade, até porque esta foi uma das questões que discuti em minha dissertação de mestrado. Mas e sobre o índio…o que nós sabemos? Faça uma busca rápida no Google e veja os resultados que aparecem…Tem bastante informação desencontrada!

Observe a figura abaixo e questione-se comigo:

Publicidade veiculada no Brasil em 2014 em virtude da realização da Copa do Mundo

Publicidade veiculada no Brasil em 2014 em virtude da realização da Copa do Mundo

–  Até que ponto o cocar na cabeça do homem da publicidade o identifica como membro de uma comunidade indígena?

– Em que medida o uso de roupas e o consumo de uma bebida mundialmente conhecida o afastam do universo indígena?

– Para ser reconhecido como um indígena nos tempos de hoje o índio precisa necessariamente manter-se encerrado em seus costumes e práticas originários de sua tribo?

– O índio, pertencente a raça humana, assim como o negro, o branco, o oriental não está também sujeito às mudanças ocorridas por conta da evolução histórica da sociedade?

Se você, assim como eu, acredita que tem pouca informação sobre o assunto, vale assistir esse vídeo com a participação de Eduardo Viveiros de Castro, um dos maiores nomes na área.

Esse vídeo foi indicação da minha amiga Cristiane Oliveira, que faz um trabalho lindo juntamente com os Karajá. Nessa foto temos um pequeno registro da realização da segunda oficina de gramáticas pedagógicas para línguas indígenas brasileiras.

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Quer saber mais sobre esse projeto? Clica aqui.

Pois é….a elaboração desse trabalho me fez refletir muito sobre isso. Índio pode querer apito, espelho, ipad, coca cola… Por que romantizar a imagem do indígena e resistir em aceitar que os índios participem como sujeitos ativos do mundo moderno? Tem índio que se aproveita das situações pra se beneficiar? Que faz falcatrua? Grande novidade! Isso não é uma questão de cosmovisão de uma tradição específica…. é índole, aliás, má índole!

 

Post fora da lei

O post de hoje é também uma declaração de culpa. Daqueles delitos que você comete porque acredita veementemente que não está fazendo nada de errado. Preparem os paus, pedras e cérebros atentos para ler as linhas que seguem: Vou falar do uso de celulares na sala de aula! Vamos à Lei que vigora aqui no estado do Rio de Janeiro:

LEI Nº 5453, DE 26 DE MAIO DE 2009.

(Fonte: http://gov-rj.jusbrasil.com.br/legislacao/231710/lei-5453-09)“DISPÕE SOBRE A PROIBIÇÃO DO USO DE TELEFONE CELULAR E OUTROS APARELHOS NAS ESCOLAS ESTADUAIS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. ”
“Art. 1º Fica proibido o uso de telefones celulares, walkmans, diskmans, Ipods, MP3, MP4, fones de ouvido e/ou bluetooth, game boy, agendas eletrônicas e máquinas fotográficas, nas salas de aulas, salas de bibliotecas e outros espaços de estudos, por alunos e professores na rede pública estadual de ensino, salvo com autorização do estabelecimento de ensino, para fins pedagógicos. ”

Eu fui ler mais sobre o assunto e descobri que da redação do Projeto de lei, aliás dos projetos, até a aprovação rolou muito tiro, porrada e bomba em relação ao tema. Quer saber mais detalhes? É só dar uma lida aqui: http://www.submit.10envolve.com.br/uploads/7fb77f84e31509d89d32eb522634effc.pdf

O uso de celulares e aparelhos eletrônico na sala de aula foi vedado por uma série de transtornos ocorridos no espaço escolar: alunos que não fazem as atividades porque estão mexendo em seus aparelhos; que permanecem com fones de ouvido durante a fala do professor; que passam respostas de exercícios e avaliações para outros alunos usando mensagens de celular.

Realmente abomino o uso de qualquer objeto, eletrônico ou não, que impeça o aluno de participar ativamente do momento da aula. Além disso, tem a questão do desrespeito com a figura do profissional da educação que está ali para contribuir com o aprendizado da turma e não para ser espectador de um clube pseudo-social. Mas eu quero é tratar do finalzinho do artigo primeiro… esse que eu deixei destacado quando citei a lei: “salvo com autorização do estabelecimento de ensino, para fins pedagógicos. ”

Como conquistar a atenção dos alunos?

 Atualmente, leciono em escolas públicas mantidas pelo Governo Estadual e Municipal. Estão longe de ser escolas modelo por conta da falta de estrutura e, como estão localizadas em regiões periféricas da cidade, estão cobertas pelo manto da invisibilidade que paira nas regiões onde a Renda per capita é baixa. Como educadora, consciente da existência das novas tecnologias, quero introduzir em minhas aulas conteúdos interativos, diferentes do quadro branco ou de giz e do livro didático. Não quero abolir nenhum deles, mas se eu digo o tempo todo que Educação está além dos muros das escolas preciso provar. Então beleza!! Pausa rápida para um Dejavú:

– Vamos passar um vídeo, uma música!

-Ih, Fessora. O aparelho de DVD quebrou e também a  TV só pode ser usada pelo pessoal do projeto.

– Tem um aparelho de som aqui, mas o CD não está funcionando, serve o rádio? (respostas malcriadas sendo engolidas em 3,2…)

– Tá bom! Achei um texto bem legal na internet e quero compartilhar com os alunos. Pode fazer 100 cópias pra mim?

-Aaaah Fessora, essas coisas tem de ser pedidas com, pelo menos uma semana de antecedência. Se não acabar o tonner, nem as folhas, nem ultrapassarmos a cota mensal a gente consegue fazer isso sim!

Por algum tempo eu decidi comprar meu próprio radinho e levar pra sala de aula; Já precisei também levar cabos pra conectar DVD, pois a escola (que era particular) sempre adiava a compra desse acessório tão caro; Em uma das escolas que leciono, o controle remoto do aparelho de DVD foi comprado por professores;  Hoje em dia tenho uma caixinha na qual acoplo meu Pendrive e coloco os áudios que me interessam. É pequena, cabe na bolsa e em turmas medianas cumpre o prometido. Mas e nas turmas maiores? E como faço com os vídeos? Os textos? Aí vai a confissão.

 Eu, Wanessa Cristina Ribeiro de Sousa, Casada, sem filhos, e endividada com a Caixa Econômica Federal até 2036 confesso que:

 – Peço que os alunos baixem para os celulares: músicas, textos e vídeos e utilizo durante as aulas;

– Permito que eles escutem música (em um fone só senão se perdem de mim completamente) enquanto copiam as atividades. O combinado é retirar o fone enquanto estou falando. E pasmem, tem bem menos barulho. Não dá pra fazer com todas as turmas, mas deu certo em alguns grupos;

– E se a internet móvel fosse algo decente em nosso país eu pediria que eles realizassem pesquisas em seus aparelhos durante as aulas.

 Minha culpa, minha tão grande culpa!

Acho importantíssimo que a gente traga esse mundo digital para o Ensino Básico, porque a galera está com acesso a tudo, mas com pouquíssima habilidade de aproveitar o conteúdo a seu favor. Então lanço a campanha: A Favor da utilização de todos os recursos dos tablets, Pc’s e Smartphones! Os pobrezinhos são bem mais que veículos para a propagação e “propagandação” (perdoe-me o neologismo) da vida pessoal dos usuários.

Tecnologia pra que te quero?

E você o que acha sobre o assunto?

Se sua opinião ainda não está consolidada aqui tem algumas matérias de pessoas que também acreditam que essa questão deve ser debatida sob uma outra ótica:

Combinado para o uso do celular durante a aula: http://revistaescola.abril.com.br/ensino-medio/plano-de-aula-midias-celular-aula-740598.shtml

Celulares e convergência digital: http://revistaescola.abril.com.br/ensino-medio/plano-aula-celulares-convergencia-digital-676403.shtml

Las TIC en la Educación: http://www.unesco.org/new/es/unesco/themes/icts/m4ed/mobile-learning-resources/

10 dicas e 13 motivos para usar o celular na aula: http://porvir.org/porfazer/10-dicas-13-motivos-para-usar-celular-na-aula/20130225

 

 

 

Post de Inauguração

Resolvi inaugurar o blog com uma gota de esperança. Quem leciona atualmente sabe dos desafios que enfrentamos ao levar o conhecimento para o espaço de sala de aula e torná-lo interessante aos alunos, tendo em vista a quantidade de canais existentes para adquirir conhecimento. Ah, tem também a parte do reconhecimento, recursos… não, péra! Hoje é gota de esperança, vamos a ela:

Quando eu era criança via na Tv a chamada da Fundação Victor Civita sobre o prêmio Educador Nota 10. Aliás eu ainda não confessei, mas sempre quis ser professora! Dava aula pros azulejos da minha cozinha para ter sempre a sala de aula cheia sem ter que passar horas arrumando “os alunos” em seus lugares no fim da brincadeira. Eu dizia: quando crescer vou me inscrever nisso aí! O tempo passou e eu me esqueci. Até que oito anos depois de ter começado a lecionar um ex-chefe, hoje um querido amigo, me sugere que inscreva uma de minhas aulas no prêmio Educador nota 10. Eu relutei um pouco, mas mandei algo que fiz com os alunos do 9º ano, da E.M Professor Josué de Castro na Maré

Eu tinha acabado de chegar de Buenos Aires e a Copa estava a todo vapor aqui no Rio de Janeiro. Eu queria compartilhar com os alunos as coisas que vi durante a viagem, mas não dava pra ser APENAS um bate papo, precisava ir além. Queria muito contar a eles a experiência que tive quando estava em um bar, na madrugada do dia 20 de junho, dia da bandeira Argentina. O dono interrompeu o grupo de cantores para pedir aos presentes que levantassem para cantar o Hino da Pátria, já que era o dia da bandeira. Cantei o hino toda feliz, porque tinha feito um trabalho na faculdade sobre ele e fiquei pensando: caraca, no pedaço do Brasil que eu conheço não tem nada disso! Na minha escola a diretora canta o Hino com os alunos toda semana e isso gera um bom desgaste em alunos, professores e direção. Então eu resolvi traçar um ponto de comparação entre o olhar das duas nações sobre os seus hinos. E também tentei desmistificar a má fama que os “hermanos” tem para alguns brasileiros. Daí nasceu o projeto: “Copa 2014: conhecendo uma nação através do Hino Nacional” Resumindo o projeto:

1fase_2 momento_ Pesquisa sobre argentina

Pesquisa sobre Argentina: bandeiras e opiniões do senso comum brasileiro e argentino a respeito da nação Argentina

 

2 fase_bônus_Treinando  a letra do Hino da Argentina

Conhecendo a letra do hino da Argentina

 

 

 

 

 

 

 

 

Justificativa:

Tendo em vista o fato de que a Copa do Mundo de 2014 acontecerá no Brasil, pretende-se com o presente projeto estreitar os laços entre duas nações latino-americanas: a brasileira e a argentina. Com o grande fluxo de estrangeiros em nosso país o contato linguístico e cultural entre brasileiros e hispano-falantes se intensifica. Este cenário se apresenta como um terreno fértil para a propagação ou a quebra de estereótipos em relação ao outro. Nesta proposta o objetivo é alcançar o segundo efeito. As duas nações escolhidas apresentam um histórico de rivalidade que nasceu nos gramados, portanto, pretende-se, através dos mesmos gramados, apresentar um olhar crítico sobre a nação argentina a partir da análise da letra de seu Hino Nacional.

Alunos da Josué de Castro cantando um trecho do Hino da Argentina

Objetivos :

– Introduzir a questão da alteridade no contexto de discussão da sala de aula como um traço que afirma a identidade de uma nação sem incluir o juízo de valor ao observar outras nações;

– Fornecer estratégias pertinentes para que o aprendiz realize uma leitura compreensiva do texto, levando em consideração as condições de produção do mesmo;

– Fomentar a reflexão crítica do aprendiz para que este possa reconhecer e compreender a diversidade linguística e cultural de cada nação.

 Conteúdos Curriculares

– Reconhecer e utilizar o Presente de Subjuntivo para expressar a opinião que os alunos têm sobre a nação argentina antes de realizar a pesquisa sobre a cultura do país e a análise da letra do Hino.

– Introduzir o tema das formas de tratamento no estudo de E/LE : Tuteo, Voseo, Ustedeo.

– Levantar dados pertinente sobre a Argentina e os costumes de seus habitantes;

– Analisar criticamente a letra do Hino Nacional Argentino.

Metodologia

– Levar para a sala de aula o Mapa Político das Américas e indagar os alunos a respeito do conhecimento que possuem acerca das nações que falam espanhol no Continente Americano; Em seguida Fazer perguntas a respeito da Argentina. Anotar no quadro as informações fornecidas pelos alunos e apresentar a eles algumas informações de cunho geográfico e político a respeito do país.

– Pedir que os alunos pesquisem a respeito dos costumes, da localização geográfica, cultura e demais aspectos pertinentes para realizar uma exposição oral na aula seguinte;

– Ao finalizar a exposição das pesquisas realizadas apresentar o vídeo elaborado pela TyC sports que apresenta uma série de piadas elaboradas a partir de estereótipos sobre argentinos que são imediatamente refutadas utilizando notícias sobre os jogadores nascidos na Argentina. (http://youtu.be/FJd-Q_6ZvEk) Apresentar aos alunos algumas situações estereotipadas que pertencem ao contexto brasileiro e pedir que eles discutam até que ponto a situação apresentada condiz com o nosso comportamento;

– Apresentar aos alunos a letra do Hino Nacional da Argentina e, após a análise linguística e gramatical do corpo textual, estimular que os alunos associem as informações discutidas nos encontros anteriores com a mensagem passada na letra em análise.

Não consegui realizar todas as atividades como planejava por falta de estrutura da unidade escolar, mas considero positivo o resultado da realização do projeto. Os alunos receberam bem a proposta. Já no campo pedagógico, a recepção do projeto foi ainda melhor. Enviei o plano de ação e os resultados das atividades para a Fundação Victor Civita e o projeto ficou entre os 50 melhores da Edição de 2014 do prêmio Educador Nota 10. Uma gota de esperança no coração da Fessora aqui, outra gotinha acolá no coração de educadores que insistem em doar o seu melhor em sua prática docente e uma gotinha também no coração dos alunos que se dispuseram a olhar o outro além dos estereótipos.

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Resultado da participação do projeto na edição de 2014 do prêmio Educador Nota 10

Também tem uma gotinha de esperança pra compartilhar? Esse é o lugar! Não sei se conseguimos encher um oceano com elas, mas uma piscina plástica de 1.00lts já é um bom começo 😉