Por um mundo erudito mais educado!

Oi gente, como vão as coisas?

O post de hoje foi inspirado em uma publicação de uma amiga dos tempos de Ensino Médio. Aqui vai:

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Ao visualizar isso, percebi que não é apenas a mim que essa situação incomoda. Uma fração considerável da nossa sociedade acredita que conhecimento é poder….que pode ser usado para subjugar o outro.

Na minha caminhada acadêmica e, a propósito,  lá se vão dez anos dela, assisti pessoas que se achavam melhores que outras por ter um diploma de nível superior, uma pós graduação Lato u Scritu (leia-se Mestrado e Doutorado) sensu. Pessoas que se orgulhavam em não serem capazes de cozinhar absolutamente nada, nem desempenhar qualquer tarefa doméstica dentro de um lar. Soberbamente infladas por desconhecer as peripécias de um usuário de transporte público. Altivas ao se declararem incapazes de conseguir estabelecer uma comunicação com o porteiro, a servente, o lixeiro, a cozinheira. Além de ter presenciado algumas batalhas de Titãs engessados, que duelam no campi da Minervinha por mais e mais poder… sem a menor preocupação de fazer o seu trabalho da melhor maneira.

Mas, graças a Deus, essa prática, ainda que abundante, não predomina no reino daqueles que acreditam no valor transformador do saber.  Em minha caminhada tive o prazer de ter aula com professores fantásticos, que partilhavam o que sabiam e estavam atentos e disponíveis aos nossos questionamentos. Que nos incentivavam a querer sempre mais. Tenho amigos nesse meio que não agem com egoísmo. Dividem tudo que sabem, pois acreditam no seu potencial e na competência de cada um para trilhar um caminho de sucesso sem precisar pisar nos demais.

Gosto bastante de trabalhar esse tema em sala de aula…até por que a segregação não tem cor, credo ou classe social… ela acontece e muito. Custa, para alguns, que cada profissão tem seu valor e merece seu respeito. Então não me canso de reforçar isso em todas as  turmas.

Segue abaixo um texto que trabalho com meus alunos de todas as séries. Ao fim da versão em Português tem uma versão em espanhol. Pode parecer um texto pueril, mas dá um par de discussões em sala com alunos de todas as idades 😉 Divirtam-se!

Ps: desconheço a autoria do texto. Se alguém souber agradeço por deixar aqui a informação…

O barqueiro inculto 

Tratava-se de um jovem erudito, arrogante e convencido. Para atravessar um caudaloso rio, apanhou uma barca. Silencioso e submisso, o barqueiro começou a remar com diligência. De súbito, um bando de pássaros sulcou o firmamento e o jovem perguntou ao barqueiro:

– Bom homem, estudaste a vida das aves?

– Não, senhor – respondeu o barqueiro.

– Então, amigo, perdeste a quarta parte da sua vida.
Passados uns minutos, a barca deslizou junto de umas exóticas plantas que flutuavam nas águas do rio. O jovem perguntou ao barqueiro:
– Diz-me, barqueiro, estudaste botânica?
– Não, senhor, não sei nada de plantas.
– Então devo dizer que perdeste metade da tua vida – comentou o petulante jovem.
O barqueiro continuava a remar, pacientemente. O sol do meio-dia refletia-se nas águas do rio. Então, o jovem perguntou:
– Sem dúvida, barqueiro, navegas nestas águas há anos. Sabes alguma coisa sobre a natureza das águas?
– Não senhor, nada sei a esse respeito. Não sei nada sobre estas águas nem sobre quaisquer outras.
– Oh, amigo! – exclamou o jovem, – Francamente, perdeste três quartas partes da tua vida.
Subitamente a barca começou a meter água. Não havia maneira de tirá-la e começou a afundar-se. O barqueiro perguntou ao jovem:
– Senhor, sabe nadar ?
– Não – respondeu o jovem.
– Então temo, senhor, que perdeu toda a sua vida.

 

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