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Aprendi com o Chaves: foi sem querer querendo?

Seguindo a temporada de homenagens ao grande Roberto Bolaños separei três episódios que nos ajudam a observar alguns aspectos da Língua Espanhola:

1- Chaves trabalhando no restaurante da Dona Florinda: os heterogenéricos (palavras que pertencem a um gênero em espanhol diferente ao do português)

2- O dia de São Valentim: é b de vaca ou v de burro?

Passou algum tempo da sua infância se perguntando: como assim b de vaca? Esse é um questionamento comum entre as  crianças que tem o espanhol como língua nativa. A realização fonética correspondente a essas duas letras são bem semelhantes. Na tradução essa questão passou batida

3- Errar é humano: heterossemânticos

Assista ao episódio e preste atenção ao que a Chiquinha escreve no barril quando o chaves fala sobre o bolo. Temos um exemplo de heterossemântico, também conhecido como falso amigo.

 

Em breve eu posto uma listinha com mais exemplos e exercícios sobre esses assuntos!

Até a próxima, galera!

Chapolin Colorado: o show deve continuar

Oi gente,

Eu, assim como muita gente, estou de coração partido desde sexta feira (28/11/2014) com a morte Roberto Bolaños. Os episódios do #chaves e do #chapolin fizeram parte da minha infância e seguem em meu cotidiano pessoal e profissional. Então essa semana farei minha homenagem neste blog postando alguns episódios que dão muito pano pra manga dentro de sala de aula.

O episódio do post de hoje é do Chapolin…. e eu confesso que nem ligava pra Chapolin antes de assitir O show deve continuar. Ele se divide em seis partes e trata da história de um velho empregado de cinema (Ramón Valdez) que está bem triste, pois que o estúdio onde trabalhava foi fechado para dar lugar a construção de um condomínio.

capa post

Por algum motivo que eu não sei explicar esse episódio me lembra o Cinema Paradiso. Além disso, tenho um carinho especial porque, graças a uma tarde de ócio vendo Chapolin, pude conhecer a história de Dom Quixote. Anos depois, minha mãe trouxe do trabalho uma tradução do clássico de #Cervantes e eu o devorei sem medo, pensando apenas na referência do seriado mexicano de Bolaños. E na  Graduação em Letras eu releio Dom quixote, no idioma original, e meu imaginário vai ainda mais longe.

No link abaixo você confere todas as partes do episódio “O show deve continuar”:

Com esses episódios dá pra levar pra sala de aula muitas histórias que marcaram o cinema. Confira algumas delas :

Professor Aloprado (o de 1963)

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Deus lhe pague

(Nessa parte tem um diálogo genial: a palavra surdo (sordo) entra como tradução de Zurdo (canhoto) e, em seguida, o personagem de Bolaños ainda reitera: mandei escrever “surdo” porque escrevo com a mão esquerda)

Deus_Lhe_Pague

 

 

 

 

 

 

Madame Butterfly

Madame_Butterfly

 

 

 

 

 

 

A Dama das Camélias

A_Dama_das_Camelias

 

 

 

 

 

 

Napoleão e Josefina

Napoleão_e_Josefina

 

 

 

 

 

 

Guilherme Tell

Guilherme_Tell

 

 

 

 

 

 

Dom quixote

Dom_Quixote_e_Sancho_Pança

 

 

 

 

 

 

Salomão e a rainha de Sabá

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Cantando na Chuva

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O gordo e o magro 

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Chaplin

Chaplin

 

 

 

 

 

 

A pantera cor de rosa

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Lá no rancho mediano

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Carol Burnett

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Quarta feira tem um plano de aula baseado em um episódio do Chaves!

#RIP, #Chespirito!

 

Estratégias de leitura: as respostas

E aí galera, estão manjando tudo de húngaro? rsrsrsrsrs Vamos conferir as respostas do nosso post anterior

Aqui vão as respostas

1. Qual é o assunto do texto?

Dá uma olhadinha no título do texto… PENTATOURS leve os alunos a associarem com a palavra turismo. Além disso vale chamar atenção deles com relação a estrutura do panfleto. Tem vários blocos com pacotes de viagem.

2. É possível saber se há alguma viagem à África?

Nessa questão os conhecimentos prévios são cruciais. Em nenhum momento existe uma palavra que se parece com AFRICA no entanto temos palavras que nos remetem ao continente: Tanzaniaban, Fotoszafari.

3.Quanto custa uma viagem para os Estados Unidos?

161,720 forints (Se ligaram na dica em espanhol no cabeçalho do folder? Previamente foi dada a informação a respeito da moeda local….informação valiosissima pra responder a pergunta seguinte.

4.  O que significa a palavra “nap”?

Observe a localizacão da palavra no texto…. está sempre ao lado de números. Já sabemos que ft é Forint e significa moeda, também sabemos que se trata de um folheto turístico então qual a informação indispensável em um pacote de viagens? a quantidade de DIAS que dura a viagem.

5.Quantos dias dura a viagem  para Roma?

Olha como as questões te direcionam a encontrar as próximas respostas…. se sabemos que nap significa dia conseguiremos entender que a viagem para Roma dura 4 dias.

6.Em quais meses há ofertas de viagens para Espanha?

O texto está acabando… então vamos buscar a resposta na segunda coluna do texto, na parte inferior….quais palavras se parecem com meses? voilá! encontrou o Spanyolorzagban? Não te remeteu ao termo em inglês SPAIN? muitas línguas em uma só atividade! rs Na sequência da linha temos as palavras juniustói e szeptemberig

7. O que significa “Utazás repülogeppel”?

Bem…. essa não tem como responder sem o auxílio de um professor que te oriente a respeito da estrutura gramatical , das particularidades de um idioma. Ponto pros Fessores!

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Gosto de levar esta atividade pra sala, pois acredito que ela demonstra que o aluno tem muito a contribuir no processo educacional e que nenhuma parte desse organismo pode ser excluída!

ps: agora sim pode ir no google tradutor descobrir o que é “Utazás repülogeppel” rsrsrs quase todos os alunos fazem isso no fim da aula

 

Estratégias de Leitura: uma proposta diferente

Oi gente, tudo bem?

Semana passada me enrolei bastante com as tarefas de fim de período. Mas, pra compensar, essa semana teremos dois posts ;). Qualquer semelhança com sua realidade na aula de Língua Estrangeira não será mera coincidência….

Então seu aluno chega pra você e diz: Fessora como que eu vou aprender língua estrangeira se eu nem sei o “Português”. Antes de arrancar os cabelos e travar uma dura batalha a respeito de aquisição de linguagem e uso da Gramática Normativa eis aqui uma proposta pra deixar seus alunos desarmados: UMA AULA DE HÚNGARO! Isso mesmo, húngaro!

Levando os alunos a usarem as estratégias de leitura utilize o texto abaixo na sala de aula.

Hungaro

Não esqueça de frisar: seu aluno É capaz de responder a 6 das 7 perguntas propostas. Elas podem ser feitas oralmente, no quadro ou serem entregues juntos com a imagem acima:

1. Qual é o assunto do texto?

2. É possível saber se há alguma viagem à África?

3.Quanto custa uma viagem para os Estados Unidos?

4.  O que significa a palavra “nap”?

5.Quantos dias dura a viagem  para Roma?

6.Em quais meses há ofertas de viagens para Espanha?

7. O que significa “Utazás repülogeppel”?

Sem chororô! Perguntei o significado de uma palavra e ninguém vai precisar de dicionário pra descobrir…Fique tranquilo, professor(a)… o exercício não sugere que eles consigam fazer tudo sozinhos sem precisar estudar 😉

Como eu não quero que meus leitores percam o momento da descoberta, a respostas pras perguntas do exercícios eu posto aqui na Quarta- Feira ( véspera de feriado uhuuu) Podem postar as respostas de vocês nos comentários… e nada de usar o tradutor do Google, heim?! rsrs

Besitos e até quarta!

Dez momentos que você com certeza já viveu ou viverá em sala de aula

E aí, galera tudo bem? Hoje a gente vai relembrar algumas cenas de nossa vida escolar. Como aluno ou educador, todos nós já passamos ou passaremos por situações como essas.

1- Questionar-se : como será o amanhã?

Ilustração francês Jean Marc Cotê de de 1899

Ilustração francês Jean Marc Cotê de de 1899

2- Lutar por direitos iguais

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3- Promover uma mudança efetiva em sua vida escolar : 

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4 – Coroar a aula com uma pérola do saber

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5 – Sentir-se um talento desperdiçado

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6- “Estar mais perdido que cego em tiroteio”

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7 – Repensar seu futuro

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8- Buscar uma maneira de conseguir atenção da classe

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9 – Descobrir um “Google offline” na biblioteca

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10- Sobreviver a mais um dia letivo

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Post fora da lei

O post de hoje é também uma declaração de culpa. Daqueles delitos que você comete porque acredita veementemente que não está fazendo nada de errado. Preparem os paus, pedras e cérebros atentos para ler as linhas que seguem: Vou falar do uso de celulares na sala de aula! Vamos à Lei que vigora aqui no estado do Rio de Janeiro:

LEI Nº 5453, DE 26 DE MAIO DE 2009.

(Fonte: http://gov-rj.jusbrasil.com.br/legislacao/231710/lei-5453-09)“DISPÕE SOBRE A PROIBIÇÃO DO USO DE TELEFONE CELULAR E OUTROS APARELHOS NAS ESCOLAS ESTADUAIS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. ”
“Art. 1º Fica proibido o uso de telefones celulares, walkmans, diskmans, Ipods, MP3, MP4, fones de ouvido e/ou bluetooth, game boy, agendas eletrônicas e máquinas fotográficas, nas salas de aulas, salas de bibliotecas e outros espaços de estudos, por alunos e professores na rede pública estadual de ensino, salvo com autorização do estabelecimento de ensino, para fins pedagógicos. ”

Eu fui ler mais sobre o assunto e descobri que da redação do Projeto de lei, aliás dos projetos, até a aprovação rolou muito tiro, porrada e bomba em relação ao tema. Quer saber mais detalhes? É só dar uma lida aqui: http://www.submit.10envolve.com.br/uploads/7fb77f84e31509d89d32eb522634effc.pdf

O uso de celulares e aparelhos eletrônico na sala de aula foi vedado por uma série de transtornos ocorridos no espaço escolar: alunos que não fazem as atividades porque estão mexendo em seus aparelhos; que permanecem com fones de ouvido durante a fala do professor; que passam respostas de exercícios e avaliações para outros alunos usando mensagens de celular.

Realmente abomino o uso de qualquer objeto, eletrônico ou não, que impeça o aluno de participar ativamente do momento da aula. Além disso, tem a questão do desrespeito com a figura do profissional da educação que está ali para contribuir com o aprendizado da turma e não para ser espectador de um clube pseudo-social. Mas eu quero é tratar do finalzinho do artigo primeiro… esse que eu deixei destacado quando citei a lei: “salvo com autorização do estabelecimento de ensino, para fins pedagógicos. ”

Como conquistar a atenção dos alunos?

 Atualmente, leciono em escolas públicas mantidas pelo Governo Estadual e Municipal. Estão longe de ser escolas modelo por conta da falta de estrutura e, como estão localizadas em regiões periféricas da cidade, estão cobertas pelo manto da invisibilidade que paira nas regiões onde a Renda per capita é baixa. Como educadora, consciente da existência das novas tecnologias, quero introduzir em minhas aulas conteúdos interativos, diferentes do quadro branco ou de giz e do livro didático. Não quero abolir nenhum deles, mas se eu digo o tempo todo que Educação está além dos muros das escolas preciso provar. Então beleza!! Pausa rápida para um Dejavú:

– Vamos passar um vídeo, uma música!

-Ih, Fessora. O aparelho de DVD quebrou e também a  TV só pode ser usada pelo pessoal do projeto.

– Tem um aparelho de som aqui, mas o CD não está funcionando, serve o rádio? (respostas malcriadas sendo engolidas em 3,2…)

– Tá bom! Achei um texto bem legal na internet e quero compartilhar com os alunos. Pode fazer 100 cópias pra mim?

-Aaaah Fessora, essas coisas tem de ser pedidas com, pelo menos uma semana de antecedência. Se não acabar o tonner, nem as folhas, nem ultrapassarmos a cota mensal a gente consegue fazer isso sim!

Por algum tempo eu decidi comprar meu próprio radinho e levar pra sala de aula; Já precisei também levar cabos pra conectar DVD, pois a escola (que era particular) sempre adiava a compra desse acessório tão caro; Em uma das escolas que leciono, o controle remoto do aparelho de DVD foi comprado por professores;  Hoje em dia tenho uma caixinha na qual acoplo meu Pendrive e coloco os áudios que me interessam. É pequena, cabe na bolsa e em turmas medianas cumpre o prometido. Mas e nas turmas maiores? E como faço com os vídeos? Os textos? Aí vai a confissão.

 Eu, Wanessa Cristina Ribeiro de Sousa, Casada, sem filhos, e endividada com a Caixa Econômica Federal até 2036 confesso que:

 – Peço que os alunos baixem para os celulares: músicas, textos e vídeos e utilizo durante as aulas;

– Permito que eles escutem música (em um fone só senão se perdem de mim completamente) enquanto copiam as atividades. O combinado é retirar o fone enquanto estou falando. E pasmem, tem bem menos barulho. Não dá pra fazer com todas as turmas, mas deu certo em alguns grupos;

– E se a internet móvel fosse algo decente em nosso país eu pediria que eles realizassem pesquisas em seus aparelhos durante as aulas.

 Minha culpa, minha tão grande culpa!

Acho importantíssimo que a gente traga esse mundo digital para o Ensino Básico, porque a galera está com acesso a tudo, mas com pouquíssima habilidade de aproveitar o conteúdo a seu favor. Então lanço a campanha: A Favor da utilização de todos os recursos dos tablets, Pc’s e Smartphones! Os pobrezinhos são bem mais que veículos para a propagação e “propagandação” (perdoe-me o neologismo) da vida pessoal dos usuários.

Tecnologia pra que te quero?

E você o que acha sobre o assunto?

Se sua opinião ainda não está consolidada aqui tem algumas matérias de pessoas que também acreditam que essa questão deve ser debatida sob uma outra ótica:

Combinado para o uso do celular durante a aula: http://revistaescola.abril.com.br/ensino-medio/plano-de-aula-midias-celular-aula-740598.shtml

Celulares e convergência digital: http://revistaescola.abril.com.br/ensino-medio/plano-aula-celulares-convergencia-digital-676403.shtml

Las TIC en la Educación: http://www.unesco.org/new/es/unesco/themes/icts/m4ed/mobile-learning-resources/

10 dicas e 13 motivos para usar o celular na aula: http://porvir.org/porfazer/10-dicas-13-motivos-para-usar-celular-na-aula/20130225

 

 

 

Post de Inauguração

Resolvi inaugurar o blog com uma gota de esperança. Quem leciona atualmente sabe dos desafios que enfrentamos ao levar o conhecimento para o espaço de sala de aula e torná-lo interessante aos alunos, tendo em vista a quantidade de canais existentes para adquirir conhecimento. Ah, tem também a parte do reconhecimento, recursos… não, péra! Hoje é gota de esperança, vamos a ela:

Quando eu era criança via na Tv a chamada da Fundação Victor Civita sobre o prêmio Educador Nota 10. Aliás eu ainda não confessei, mas sempre quis ser professora! Dava aula pros azulejos da minha cozinha para ter sempre a sala de aula cheia sem ter que passar horas arrumando “os alunos” em seus lugares no fim da brincadeira. Eu dizia: quando crescer vou me inscrever nisso aí! O tempo passou e eu me esqueci. Até que oito anos depois de ter começado a lecionar um ex-chefe, hoje um querido amigo, me sugere que inscreva uma de minhas aulas no prêmio Educador nota 10. Eu relutei um pouco, mas mandei algo que fiz com os alunos do 9º ano, da E.M Professor Josué de Castro na Maré

Eu tinha acabado de chegar de Buenos Aires e a Copa estava a todo vapor aqui no Rio de Janeiro. Eu queria compartilhar com os alunos as coisas que vi durante a viagem, mas não dava pra ser APENAS um bate papo, precisava ir além. Queria muito contar a eles a experiência que tive quando estava em um bar, na madrugada do dia 20 de junho, dia da bandeira Argentina. O dono interrompeu o grupo de cantores para pedir aos presentes que levantassem para cantar o Hino da Pátria, já que era o dia da bandeira. Cantei o hino toda feliz, porque tinha feito um trabalho na faculdade sobre ele e fiquei pensando: caraca, no pedaço do Brasil que eu conheço não tem nada disso! Na minha escola a diretora canta o Hino com os alunos toda semana e isso gera um bom desgaste em alunos, professores e direção. Então eu resolvi traçar um ponto de comparação entre o olhar das duas nações sobre os seus hinos. E também tentei desmistificar a má fama que os “hermanos” tem para alguns brasileiros. Daí nasceu o projeto: “Copa 2014: conhecendo uma nação através do Hino Nacional” Resumindo o projeto:

1fase_2 momento_ Pesquisa sobre argentina

Pesquisa sobre Argentina: bandeiras e opiniões do senso comum brasileiro e argentino a respeito da nação Argentina

 

2 fase_bônus_Treinando  a letra do Hino da Argentina

Conhecendo a letra do hino da Argentina

 

 

 

 

 

 

 

 

Justificativa:

Tendo em vista o fato de que a Copa do Mundo de 2014 acontecerá no Brasil, pretende-se com o presente projeto estreitar os laços entre duas nações latino-americanas: a brasileira e a argentina. Com o grande fluxo de estrangeiros em nosso país o contato linguístico e cultural entre brasileiros e hispano-falantes se intensifica. Este cenário se apresenta como um terreno fértil para a propagação ou a quebra de estereótipos em relação ao outro. Nesta proposta o objetivo é alcançar o segundo efeito. As duas nações escolhidas apresentam um histórico de rivalidade que nasceu nos gramados, portanto, pretende-se, através dos mesmos gramados, apresentar um olhar crítico sobre a nação argentina a partir da análise da letra de seu Hino Nacional.

Alunos da Josué de Castro cantando um trecho do Hino da Argentina

Objetivos :

– Introduzir a questão da alteridade no contexto de discussão da sala de aula como um traço que afirma a identidade de uma nação sem incluir o juízo de valor ao observar outras nações;

– Fornecer estratégias pertinentes para que o aprendiz realize uma leitura compreensiva do texto, levando em consideração as condições de produção do mesmo;

– Fomentar a reflexão crítica do aprendiz para que este possa reconhecer e compreender a diversidade linguística e cultural de cada nação.

 Conteúdos Curriculares

– Reconhecer e utilizar o Presente de Subjuntivo para expressar a opinião que os alunos têm sobre a nação argentina antes de realizar a pesquisa sobre a cultura do país e a análise da letra do Hino.

– Introduzir o tema das formas de tratamento no estudo de E/LE : Tuteo, Voseo, Ustedeo.

– Levantar dados pertinente sobre a Argentina e os costumes de seus habitantes;

– Analisar criticamente a letra do Hino Nacional Argentino.

Metodologia

– Levar para a sala de aula o Mapa Político das Américas e indagar os alunos a respeito do conhecimento que possuem acerca das nações que falam espanhol no Continente Americano; Em seguida Fazer perguntas a respeito da Argentina. Anotar no quadro as informações fornecidas pelos alunos e apresentar a eles algumas informações de cunho geográfico e político a respeito do país.

– Pedir que os alunos pesquisem a respeito dos costumes, da localização geográfica, cultura e demais aspectos pertinentes para realizar uma exposição oral na aula seguinte;

– Ao finalizar a exposição das pesquisas realizadas apresentar o vídeo elaborado pela TyC sports que apresenta uma série de piadas elaboradas a partir de estereótipos sobre argentinos que são imediatamente refutadas utilizando notícias sobre os jogadores nascidos na Argentina. (http://youtu.be/FJd-Q_6ZvEk) Apresentar aos alunos algumas situações estereotipadas que pertencem ao contexto brasileiro e pedir que eles discutam até que ponto a situação apresentada condiz com o nosso comportamento;

– Apresentar aos alunos a letra do Hino Nacional da Argentina e, após a análise linguística e gramatical do corpo textual, estimular que os alunos associem as informações discutidas nos encontros anteriores com a mensagem passada na letra em análise.

Não consegui realizar todas as atividades como planejava por falta de estrutura da unidade escolar, mas considero positivo o resultado da realização do projeto. Os alunos receberam bem a proposta. Já no campo pedagógico, a recepção do projeto foi ainda melhor. Enviei o plano de ação e os resultados das atividades para a Fundação Victor Civita e o projeto ficou entre os 50 melhores da Edição de 2014 do prêmio Educador Nota 10. Uma gota de esperança no coração da Fessora aqui, outra gotinha acolá no coração de educadores que insistem em doar o seu melhor em sua prática docente e uma gotinha também no coração dos alunos que se dispuseram a olhar o outro além dos estereótipos.

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Resultado da participação do projeto na edição de 2014 do prêmio Educador Nota 10

Também tem uma gotinha de esperança pra compartilhar? Esse é o lugar! Não sei se conseguimos encher um oceano com elas, mas uma piscina plástica de 1.00lts já é um bom começo 😉