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Aprendi com o Chaves: foi sem querer querendo?

Seguindo a temporada de homenagens ao grande Roberto Bolaños separei três episódios que nos ajudam a observar alguns aspectos da Língua Espanhola:

1- Chaves trabalhando no restaurante da Dona Florinda: os heterogenéricos (palavras que pertencem a um gênero em espanhol diferente ao do português)

2- O dia de São Valentim: é b de vaca ou v de burro?

Passou algum tempo da sua infância se perguntando: como assim b de vaca? Esse é um questionamento comum entre as  crianças que tem o espanhol como língua nativa. A realização fonética correspondente a essas duas letras são bem semelhantes. Na tradução essa questão passou batida

3- Errar é humano: heterossemânticos

Assista ao episódio e preste atenção ao que a Chiquinha escreve no barril quando o chaves fala sobre o bolo. Temos um exemplo de heterossemântico, também conhecido como falso amigo.

 

Em breve eu posto uma listinha com mais exemplos e exercícios sobre esses assuntos!

Até a próxima, galera!

Nossa língua e suas reformas

Já se deparou com  publicações assim?

Dorca 1949. Acervo Centro de Memória Bunge.

Dorca 1949. Acervo Centro de Memória Bunge.

Aviso anterior a 1911 na parede da Igreja do Carmo, na cidade do Porto

Aviso anterior a 1911 na parede da Igreja do Carmo, na cidade do Porto

Anúncio de 1932

Anúncio de 1932

Pois é… a nossa Língua Portuguesa, como qualquer idioma, é um sistema vivo, dinâmico. E já passou por algumas mudanças…

A primeira reforma ortográfica da #Língua Portuguesa aconteceu em 1911, em #Portugal e não se estendeu ao Brasil. Somente no ano de 1931 foi assinado o primeiro acordo ortográfico entre Portugal e o Brasil. Mas ele não obteve o resultado esperado. Nos anos de 1943, 1945, 1971, 1973 e 1986 outras tentativas de unificar as duas ortografias oficiais da língua portuguesa. E essa novela de reformas tem bem mais capítulos do que se imagina. No site da Academia Brasileira de Letras você pode encontrar mais detalhes sobre essa movimentada história.

A dica de hoje é sobre o Acordo que foi assinado em 2008, para vigorar a partir de 2009 cuja implantação foi aprovada pelo Conselho de Ministros na Resolução nº 8/201 no ano de 2010, e até hoje causa arrepios a alguns falantes da nossa língua. O que muda? O que continua? Vamos as opções:

1 – Ler o documento na íntegra (boa sorte!)

2- Aprender com a Turma da Mônica com direito a passatempos que te fazem exercitar as novas regras. (227191915-Turma-Da-Monica-Reforma-Ortografica-1)

3 – Pra quem gosta de cordel também dá pra aprender e ensinar através dos Spots desenvolvidos pela Tv Brasil: ótima iniciativa batizada de Cordel Ortográfico

a) Mudança no alfabeto

b) Uso do Hífen I

c) Uso do Hífen II

d) Uso do Hífen III

e) Uso do Hífen IV

f) Uso do Hífen V 

g) Acentuação: tônicos u e i

h) Acentuação: ditongos

i) Acentuação: acento diferencial

j) Acentuação: circunflexos

k) Uso ou desuso do trema

Pronto! Agora basta escolher a melhor forma de aprender ou ensinar as mudanças do Acordo Ortográfico. Você tem até 31 de dezembro de 2015 pra manjar de todos os paranauê da reforma já que a nossa presidenta Dilma alterou o Decreto no 6.583, de 29 de setembro de 2008 e esticou o prazo de implementação do Acordo como consta no Decreto n 7.875 de 27 de dezembro de 2012. 

Até a próxima!

Estratégias de Leitura: uma proposta diferente

Oi gente, tudo bem?

Semana passada me enrolei bastante com as tarefas de fim de período. Mas, pra compensar, essa semana teremos dois posts ;). Qualquer semelhança com sua realidade na aula de Língua Estrangeira não será mera coincidência….

Então seu aluno chega pra você e diz: Fessora como que eu vou aprender língua estrangeira se eu nem sei o “Português”. Antes de arrancar os cabelos e travar uma dura batalha a respeito de aquisição de linguagem e uso da Gramática Normativa eis aqui uma proposta pra deixar seus alunos desarmados: UMA AULA DE HÚNGARO! Isso mesmo, húngaro!

Levando os alunos a usarem as estratégias de leitura utilize o texto abaixo na sala de aula.

Hungaro

Não esqueça de frisar: seu aluno É capaz de responder a 6 das 7 perguntas propostas. Elas podem ser feitas oralmente, no quadro ou serem entregues juntos com a imagem acima:

1. Qual é o assunto do texto?

2. É possível saber se há alguma viagem à África?

3.Quanto custa uma viagem para os Estados Unidos?

4.  O que significa a palavra “nap”?

5.Quantos dias dura a viagem  para Roma?

6.Em quais meses há ofertas de viagens para Espanha?

7. O que significa “Utazás repülogeppel”?

Sem chororô! Perguntei o significado de uma palavra e ninguém vai precisar de dicionário pra descobrir…Fique tranquilo, professor(a)… o exercício não sugere que eles consigam fazer tudo sozinhos sem precisar estudar 😉

Como eu não quero que meus leitores percam o momento da descoberta, a respostas pras perguntas do exercícios eu posto aqui na Quarta- Feira ( véspera de feriado uhuuu) Podem postar as respostas de vocês nos comentários… e nada de usar o tradutor do Google, heim?! rsrs

Besitos e até quarta!

Livros que fazem história

Quem não tem, pelo menos um livro, que traga recordações da infância, da adolescência, de um momento especial?

– Aquele livro que vocês achou por acaso e adorou ler;

-Aquele que você foi obrigado a ler por causa de um trabalho da escola e acabou gostando.

Hoje eu compartilho com vocês um livro que li quando tinha uns 12 anos. Estava na 6ª série do Ensino Fundamental (Hoje isso equivale ao 7º ano do EF). Minha professora de geografia nos fez ler Dois idiotas sentados cada qual em seu barril da Ruth Rocha pra que a gente pudesse discutir em sala o tema da Guerra Fria. Além de uma leitura simples, cadenciada, bem ilustrada o livro não faz nenhuma menção direta ao conflito. Em uma delicadeza ímpar trata da intolerância do ser humano. Dessa mania de ver apenas as  atitudes do outro que lhe causam incômodo. Anos mais tarde, já como Fessora, comprei uma edição em espanhol desse livro e li para os meus alunos do 3º ano do EF. Sucesso total! Aí vai  um podcast com o áudio do livro e um link pra baixar a história em PDF.

Deixem o Teimosinho e o Mandão fazerem parte da história de vocês também!

Link para baixar o arquivo PDF com o texto do livro

Podcast do livro interpretado pelos alunos: Douglas (o Teimosinho) – 8ª série A; Jonathan (o Mandão) – 8ª série A e Yohana (a narradora) – 5ª série A, todos alunos da Escola de Ensino Fundamental Centro Educacional Dom Hélio Campos, Fortaleza – Ceará.

 

dois idiotas

 

Qual foi o livro que te marcou? Por que? Compartilha sua história com a gente!

Índio quer apito?

Estou fazendo o curso de Formação continuada oferecido pela parceria entre a SEEDUC e a Fundação CECIERJ este semestre e estou gostando bastante da experiência. Todos nós educadores temos a solitária tarefa de elaborar nossos materiais, além de revisar e julgar o uso dos que as escolas nos oferecem diariamente. Lá vejo um espaço onde todos trocam bastante informação, compartilham suas experiências na aplicação dos materiais. Tudo muito interessante. Um dos eixos bimestrais propostos para esse ciclo problematiza a questão do negro e do índio na sociedade brasileira. Tenho bastante material a respeito da questão do negro na sociedade, até porque esta foi uma das questões que discuti em minha dissertação de mestrado. Mas e sobre o índio…o que nós sabemos? Faça uma busca rápida no Google e veja os resultados que aparecem…Tem bastante informação desencontrada!

Observe a figura abaixo e questione-se comigo:

Publicidade veiculada no Brasil em 2014 em virtude da realização da Copa do Mundo

Publicidade veiculada no Brasil em 2014 em virtude da realização da Copa do Mundo

–  Até que ponto o cocar na cabeça do homem da publicidade o identifica como membro de uma comunidade indígena?

– Em que medida o uso de roupas e o consumo de uma bebida mundialmente conhecida o afastam do universo indígena?

– Para ser reconhecido como um indígena nos tempos de hoje o índio precisa necessariamente manter-se encerrado em seus costumes e práticas originários de sua tribo?

– O índio, pertencente a raça humana, assim como o negro, o branco, o oriental não está também sujeito às mudanças ocorridas por conta da evolução histórica da sociedade?

Se você, assim como eu, acredita que tem pouca informação sobre o assunto, vale assistir esse vídeo com a participação de Eduardo Viveiros de Castro, um dos maiores nomes na área.

Esse vídeo foi indicação da minha amiga Cristiane Oliveira, que faz um trabalho lindo juntamente com os Karajá. Nessa foto temos um pequeno registro da realização da segunda oficina de gramáticas pedagógicas para línguas indígenas brasileiras.

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Quer saber mais sobre esse projeto? Clica aqui.

Pois é….a elaboração desse trabalho me fez refletir muito sobre isso. Índio pode querer apito, espelho, ipad, coca cola… Por que romantizar a imagem do indígena e resistir em aceitar que os índios participem como sujeitos ativos do mundo moderno? Tem índio que se aproveita das situações pra se beneficiar? Que faz falcatrua? Grande novidade! Isso não é uma questão de cosmovisão de uma tradição específica…. é índole, aliás, má índole!