Arquivo da tag: Língua Portuguesa

Portal Teca: use sem moderação!

A Fessora andou sumida por conta de uns probleminhas técnicos… Ainda não conseguimos resolver 100%, mas encontramos um jeito de atualizar a página. Mas antes disso, preciso atualizar vocês das novidades:
Estou em Barcelona por conta dos meus estudos de Doutorado.  A partir de agora conseguiremos manter a tão sonhada frequência nos posts e ,em vários deles, vou contar um pouquinho do que essa cidade tem a oferecer aos amantes do conhecimento. Mas agora o papo é outro.
No post de hoje a Fessora vem interceder por todos os professores. Está chegando aquele momento crítico, fim de semestre. Começa a temporada de montanhas de provas a corrigir, notas a lançar, exercícios de revisão, recuperação…. e de onde sai tempo pra elaborar tudo isso? Quando não é preciso dividir o pouco tempo de planejamento em sala com as tarefas da Pós Graduação, verdade?
Bem… para esse e outros momentos a dica de hoje é ficar sempre ligado no Portal Teca
É uma ferramenta desenvolvida pela Cecierj (Fundação Centro de Ciências e Educação a
Distância do Estado do Rio de Janeiro,) onde é possível encontrar material didático produzido pela Fundação, como imagens, animações, vídeos, áudios e textos com uso liberado para o público em geral; além de outras informações sobre a Fundação e seus projetos. O portal já conta com mais de
1000 arquivos cadastrados e o Download é livre.
Ps: só não esqueça de dar o crédito pra galera que elabora as atividades! 😉

Nossa língua e suas reformas

Já se deparou com  publicações assim?

Dorca 1949. Acervo Centro de Memória Bunge.

Dorca 1949. Acervo Centro de Memória Bunge.

Aviso anterior a 1911 na parede da Igreja do Carmo, na cidade do Porto

Aviso anterior a 1911 na parede da Igreja do Carmo, na cidade do Porto

Anúncio de 1932

Anúncio de 1932

Pois é… a nossa Língua Portuguesa, como qualquer idioma, é um sistema vivo, dinâmico. E já passou por algumas mudanças…

A primeira reforma ortográfica da #Língua Portuguesa aconteceu em 1911, em #Portugal e não se estendeu ao Brasil. Somente no ano de 1931 foi assinado o primeiro acordo ortográfico entre Portugal e o Brasil. Mas ele não obteve o resultado esperado. Nos anos de 1943, 1945, 1971, 1973 e 1986 outras tentativas de unificar as duas ortografias oficiais da língua portuguesa. E essa novela de reformas tem bem mais capítulos do que se imagina. No site da Academia Brasileira de Letras você pode encontrar mais detalhes sobre essa movimentada história.

A dica de hoje é sobre o Acordo que foi assinado em 2008, para vigorar a partir de 2009 cuja implantação foi aprovada pelo Conselho de Ministros na Resolução nº 8/201 no ano de 2010, e até hoje causa arrepios a alguns falantes da nossa língua. O que muda? O que continua? Vamos as opções:

1 – Ler o documento na íntegra (boa sorte!)

2- Aprender com a Turma da Mônica com direito a passatempos que te fazem exercitar as novas regras. (227191915-Turma-Da-Monica-Reforma-Ortografica-1)

3 – Pra quem gosta de cordel também dá pra aprender e ensinar através dos Spots desenvolvidos pela Tv Brasil: ótima iniciativa batizada de Cordel Ortográfico

a) Mudança no alfabeto

b) Uso do Hífen I

c) Uso do Hífen II

d) Uso do Hífen III

e) Uso do Hífen IV

f) Uso do Hífen V 

g) Acentuação: tônicos u e i

h) Acentuação: ditongos

i) Acentuação: acento diferencial

j) Acentuação: circunflexos

k) Uso ou desuso do trema

Pronto! Agora basta escolher a melhor forma de aprender ou ensinar as mudanças do Acordo Ortográfico. Você tem até 31 de dezembro de 2015 pra manjar de todos os paranauê da reforma já que a nossa presidenta Dilma alterou o Decreto no 6.583, de 29 de setembro de 2008 e esticou o prazo de implementação do Acordo como consta no Decreto n 7.875 de 27 de dezembro de 2012. 

Até a próxima!

Livros que fazem história

Quem não tem, pelo menos um livro, que traga recordações da infância, da adolescência, de um momento especial?

– Aquele livro que vocês achou por acaso e adorou ler;

-Aquele que você foi obrigado a ler por causa de um trabalho da escola e acabou gostando.

Hoje eu compartilho com vocês um livro que li quando tinha uns 12 anos. Estava na 6ª série do Ensino Fundamental (Hoje isso equivale ao 7º ano do EF). Minha professora de geografia nos fez ler Dois idiotas sentados cada qual em seu barril da Ruth Rocha pra que a gente pudesse discutir em sala o tema da Guerra Fria. Além de uma leitura simples, cadenciada, bem ilustrada o livro não faz nenhuma menção direta ao conflito. Em uma delicadeza ímpar trata da intolerância do ser humano. Dessa mania de ver apenas as  atitudes do outro que lhe causam incômodo. Anos mais tarde, já como Fessora, comprei uma edição em espanhol desse livro e li para os meus alunos do 3º ano do EF. Sucesso total! Aí vai  um podcast com o áudio do livro e um link pra baixar a história em PDF.

Deixem o Teimosinho e o Mandão fazerem parte da história de vocês também!

Link para baixar o arquivo PDF com o texto do livro

Podcast do livro interpretado pelos alunos: Douglas (o Teimosinho) – 8ª série A; Jonathan (o Mandão) – 8ª série A e Yohana (a narradora) – 5ª série A, todos alunos da Escola de Ensino Fundamental Centro Educacional Dom Hélio Campos, Fortaleza – Ceará.

 

dois idiotas

 

Qual foi o livro que te marcou? Por que? Compartilha sua história com a gente!

Índio quer apito?

Estou fazendo o curso de Formação continuada oferecido pela parceria entre a SEEDUC e a Fundação CECIERJ este semestre e estou gostando bastante da experiência. Todos nós educadores temos a solitária tarefa de elaborar nossos materiais, além de revisar e julgar o uso dos que as escolas nos oferecem diariamente. Lá vejo um espaço onde todos trocam bastante informação, compartilham suas experiências na aplicação dos materiais. Tudo muito interessante. Um dos eixos bimestrais propostos para esse ciclo problematiza a questão do negro e do índio na sociedade brasileira. Tenho bastante material a respeito da questão do negro na sociedade, até porque esta foi uma das questões que discuti em minha dissertação de mestrado. Mas e sobre o índio…o que nós sabemos? Faça uma busca rápida no Google e veja os resultados que aparecem…Tem bastante informação desencontrada!

Observe a figura abaixo e questione-se comigo:

Publicidade veiculada no Brasil em 2014 em virtude da realização da Copa do Mundo

Publicidade veiculada no Brasil em 2014 em virtude da realização da Copa do Mundo

–  Até que ponto o cocar na cabeça do homem da publicidade o identifica como membro de uma comunidade indígena?

– Em que medida o uso de roupas e o consumo de uma bebida mundialmente conhecida o afastam do universo indígena?

– Para ser reconhecido como um indígena nos tempos de hoje o índio precisa necessariamente manter-se encerrado em seus costumes e práticas originários de sua tribo?

– O índio, pertencente a raça humana, assim como o negro, o branco, o oriental não está também sujeito às mudanças ocorridas por conta da evolução histórica da sociedade?

Se você, assim como eu, acredita que tem pouca informação sobre o assunto, vale assistir esse vídeo com a participação de Eduardo Viveiros de Castro, um dos maiores nomes na área.

Esse vídeo foi indicação da minha amiga Cristiane Oliveira, que faz um trabalho lindo juntamente com os Karajá. Nessa foto temos um pequeno registro da realização da segunda oficina de gramáticas pedagógicas para línguas indígenas brasileiras.

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Quer saber mais sobre esse projeto? Clica aqui.

Pois é….a elaboração desse trabalho me fez refletir muito sobre isso. Índio pode querer apito, espelho, ipad, coca cola… Por que romantizar a imagem do indígena e resistir em aceitar que os índios participem como sujeitos ativos do mundo moderno? Tem índio que se aproveita das situações pra se beneficiar? Que faz falcatrua? Grande novidade! Isso não é uma questão de cosmovisão de uma tradição específica…. é índole, aliás, má índole!